quarta-feira, 23 de abril de 2008

OS SETE RAIOS - 4ª PARTE

EXAME DE CONSCIÊNCIA

1º Raio (Vontade – Poder)

Fase do despertar da consciência, onde a força de vontade não mais se encontra em estado instintivo, mas já se transformou numa capacidade de se expressar mentalmente no que diz respeito a ambição, orgulho, capacidade de dar ordens, de autogovernar-se, de propor um objectivo e fazer planos.

Já despertei para as qualidades deste 1º raio tais como: senso de responsabilidade, sensatez, senso de dever, de lealdade, de justiça, de autocrítica e respeito pela liberdade alheia. Permanece ainda o orgulho, um certo isolamento egoísta, uma certa intolerância, mas já começa a aflorar a necessidade de integração com outros temperamentos, uma necessidade de reconstruir e de dirigir a vontade para finalidades mais elevadas e mais impessoais.

Na minha sede de liberdade e desejo de autonomia, inconscientemente há uma certa rebeldia, intolerância e inconformismo. Uma tendência para dominar.


2º Raio (Amor – Sabedoria)

É a necessidade, a aspiração constante do completar-se, de unir-se com qualquer coisa ou alguém que lhe seja diferente e que toma o nome de Amor. Acredito emanar calma e tranquilidade, pois inspiro confiança nas pessoas que, por esse motivo, se abrem comigo.

Neste momento da minha vida essa segurança interior, de que tudo é bom, justo e honesto, e o mal é temporário, está difícil de aceitar.

Em relação às virtudes deste raio, eu me acho uma pessoa com bastante tacto, calma, com uma certa dose de sensibilidade. Sou bastante intelectual, com um grau de inteligência muito bom. Continuo a estudar e a tentar aprender. Tenho grande sensibilidade artística e procuro expressar-me através da arte. Sou psicóloga por natureza, com capacidades de intuição, de compreensão e de identificação com o espírito alheio. Sinto grande necessidade de me identificar com os vários assuntos que estou estudando e portanto, demoro um pouco na sua assimilação, mas não tenho preguiça intelectual. Sou dotada de grande comunicabilidade.

Procuro utilizar a técnica da transmutação tentando transformar uma qualidade negativa numa qualidade positiva correspondente, com muita dificuldade e algum sofrimento.

Quanto a obter serenidade, uma das virtudes deste raio, há alguma dificuldade no que diz respeito à aceitação de determinadas circunstâncias, e por isso, não consigo atingir esse estado de serenidade. Alguns medos, como por exemplo, medo da solidão, medo de sofrer, medo da vida, fazem com que não consiga obter a desejada paz de espírito, portanto, considero-me um tipo misto deste raio que se traduz numa mescla de amor e de egoísmo, de medo e de sensatez, de decisão e incertezas, de compaixão e frieza.


3º Raio (Actividade da Mente)

O tipo psicológico deste raio tem como nota fundamental do carácter a actividade da mente e o pensamento. No meu caso, há uma concentração de energia psíquica na mente e um uso contínuo das faculdades intelectuais, uma grande vivacidade e mobilidade de pensamento.

Acredito que tenho maturidade suficiente para me considerar um ser inteligente, com clareza de pensamento, discernimento, capacidade de análise e de síntese. Busco o conhecimento para colocá-lo ao serviço dos demais. Possuo uma mente aberta, sem cristalizações e preconceitos, livre de fanatismos e sempre pronta a indagar e compreender ideias novas.

Há em mim uma necessidade muito grande de expressar concretamente as minhas ideias, ou seja, traduzi-las em palavras e obras, apesar de uma certa confusão neste sentido. Há uma tendência a passar dias inteiros a pensar e a reflectir, aparentemente inactiva ou inerte, mas na realidade, mentalmente dinâmica. Estou feliz quando posso usar a mente, expressando as minhas ideias, comunicando o meu pensamento.

Com relação aos aspectos negativos deste raio, tenho alguma superficialidade, preguiça física e curiosidade.


4º Raio (Harmonia através do conflito)

Este é um raio de natureza ambivalente, voltada ao mesmo tempo para o exterior e para o interior. É a aspiração da harmonia entre dois opostos e que implica de início, lutas e conflitos. É sentir os dois pólos com igual intensidade.

A nota preponderante deste raio é a dupla capacidade de perceber que a realidade espiritual que está por trás da realidade objectiva é que produz a qualidade peculiar do carácter desse tipo psicológico.

No que diz respeito à minha pessoa, há alguma desordem interior, falta de equilíbrio e sensualidade. Há uma insatisfação que resulta de um conflito interior, gerando estados nos quais se alternam períodos de preguiça e de grande actividade. Há ainda uma admiração muito grande pela pureza e, ao mesmo tempo, alguma sensualidade. Momentos de cólera acompanhados de períodos de calma e quietude. Às vezes sou uma oradora brilhante e outras remeto-me a um silêncio opressivo e opressor. Tenho apego ao passado e entusiasmo pelo novo. Sou presunçosa e, ao mesmo tempo, tenho uma sensação de fracasso. Tenho uma aguda percepção do mundo espiritual e, ao mesmo tempo, apego-me ao mundo material. Tenho uma tendência para me identificar com os outros e, ao mesmo tempo, sou fechada e egocêntrica, não me libertando da concha do meu “EU”. Sou excêntrica, caprichosa, às vezes extravagante, e por outro lado, sou corajosa, leal, afectuosa, idealista e sincera.

Sou susceptível às cores e à melodia. Amo o belo a ponto de sofrer com as brutalidades e as desarmonias, e por isso, procuro rodear-me de coisas belas, na casa, no vestir, etc.

Por causa desse temperamento estou em contínuo conflito comigo mesma e passo por frequentes crises interiores. Este conflito dá-me sofrimento, ocasionando que, às vezes me sinto isolada e diferente, atravessando um período árido e vazio. Há uma necessidade muito grande de superar esse conflito e essa dualidade, encontrando um ponto de equilíbrio, criando na vida um alterno rítmico de trabalho e repouso, uma sequência de actividade e quietude em harmonia com os ciclos da natureza e as forças cósmicas, e ainda um ponto harmónico de contacto entre o passado e o futuro. É preciso integrar alma e personalidade e depois, a mónada.


· 5º Raio (Conhecimento concreto)

Representa o impulso inato da mente humana, sempre a indagar, procurar e conhecer os fenómenos da natureza, impulso este que produz o conhecimento científico.

A essência espiritual deste raio é análise e poder de analisar.

O problema fundamental do temperamento do 5º raio, é o de que, a observação da multiplicidade leva facilmente a olvidar a unidade, obscurecendo a visão do todo. Tornam-se materialistas e fecham-se à intuição espiritual.

Não me considero materialista e nem deixo que as formas da natureza me impeçam de buscar o mistério que existe por trás dessas formas. Sou possuidora de sentimento religioso e místico.

Considero-me honesta, coerente e bastante observadora. Gosto de analisar os fenómenos do mundo objectivo e de pesquisar.

Tenho sede de conhecimento, pois acho necessário para a minha evolução e para a compreensão do universo. Há muitos “porquês” neste momento e um grande interesse pelo mundo das energias e das vibrações, pois quero compreender o mundo espiritual.

Reconheço Deus como Mente Universal, e caminho no sentido de uma religiosidade cósmica, como dizia Einstein. Reconheço a origem divina de tudo quanto existe e procuro uma possibilidade de poder colaborar para o progresso e evolução do homem.


· 6º Raio (Devoção e Idealismo)

A essência espiritual deste raio é o idealismo, o anelo profundo e instintivo de todas as coisas criadas, a elevar-se para Deus, na busca da perfeição a partir do modelo ideal. O homem necessita de criar ídolos para serem objecto da sua adoração.

Não sinto necessidade de idealizar o ser perfeito, o marido perfeito, etc., acho que cada pessoa está num determinado patamar de evolução e procura respeitá-las como são

Não procuro Deus fora de mim mesma, mas procuro sentir Deus ou a presença divina no meu coração.

Ainda não me acho capaz de grandes sacrifícios, desapegos e sublimação, na medida do possível procuro servir e auxiliar.

A tendência deste raio é transformar o veículo inferior em canal, para servir de instrumento à energia superior.


· 7º Raio (Concretização física)

Expressa a manifestação da energia espiritual no plano físico, com a finalidade de tornar a personalidade e o veículo etérico no instrumento perfeito do ego, no plano da manifestação física.

A meta é fazer do corpo físico – etérico o “Templo do Senhor”, criando o “Corpo Glorioso”. É fundir o espírito e a matéria.

Uma qualidade essencial deste raio é a ordem e a organização. A ordem manifestada na natureza como rítmica e harmoniosa.

Esforço-me por introduzir na minha vida, e até mesmo a impor-me um ritmo tanto externo quanto interno, mas acredito que inconscientemente estes ritmos e ciclos da natureza agem sobre o ser, num movimento de fluxo e refluxo, a observar quando estou mais activa e quando estou em aparente inércia.

Este raio também é conhecido por Raio do Cerimonial ou do Ritual. O ritmo é que caracteriza o ritual, e por isso é necessário impor um ritmo regular à nossa vida.

Possuo compreensão do divino que há em todas as coisas e acredito que a grande lição de cada ritual, é a de que nossa vida inteira deve transformar-se num rito, não apenas por apego à forma, superstição ou beatice, mas por reconhecer que o sagrado existe e habita todas as coisas.

Procuro estar consciente e perceber quando faço algo mecanicamente, para que isso não se transforme em hábitos indesejáveis. É preciso prestar atenção aos pormenores e criar novos ritmos desejáveis para a manifestação da energia superior. Neste aspecto a maior dificuldade está na disciplina e na força de vontade.

OS SETE RAIOS - 2ª Parte

RAIO FUNÇÃO QUALIDADE CHACRA CORPO


1. Azul Vontade de fazer Poder Causal
Garganta

2. Amarelo Percepção, Ação Sabedoria Coroa/Eu de
Cristo

3. Rosa Amor em Ação Amor Eletronico Coração

4. Branco Pureza Manutenção do Base
Cristal padrão divino

5. Verde Concentração Ciência 3º. Olho
Mental

6. Rubi, Ouro Manutenção da Devoção Plexo solar Paz emocional


7. Violeta Ritmo Etérico Invocação Umbigo ou plexo Etérico
Solar



I- VONTADE DE DEUS - Azul- A força que toma a decisão de dar um propósito à vida. Em geral rege executivos e administradores. Inspira proteção, poder, iniciativa e fé.

2-ILUMINAÇÃO - Amarelo- É a inteligência dirigida. A força gerada que conhece e ilumina. É usado para toda percepção, compreensão e educação, onde as idéias precisam se tornar práticas. Rege professores, educadores e estudantes, onde quer que a compreensão e a sabedoria através do amor sejam necessárias. Usado na discriminação, na prudência e na direção prática da vida de uma pessoa.

3-AMOR DIVINO - Rosa- O harmonizador. Eleva, purifica e aperfeiçoa o mundo do sentimento. Dá origem ao desenvolvimento de idéias, isto é, as ações pelas quais as idéias de Deus se manifestam através dos quatro raios seguintes. Difunde o bem que existe nas pessoas. Rege árbitros, artistas e pacifistas, Sua natureza é o poder coesivo, inspirando um sentimento de fraternidade, bondade, tolerância, unidade, cultura e tato.

4-HARMONIA ATRAVÉS DO CONFLITO- BRANCO - O purificador de idéias. Sustenta o plano divino original, sem distorções. Inspira integridade e pureza através de todas as atividades da vida (ou área de testes). Representa o serviço impessoal. Rege construtores, arquitetos, engenheiros, músicos e artistas de todos os tipos.

5-. CIÊNCIA-VERDADE - Verde- Gera a apresentação científica e a ação sistemática da Lei Cósmica: à compreensão da exatidão e da precisão matemática das leis da criação. Inspira concentração e consagração a serviço da Luz. Cria abnegação ou rendição exterior. Rege profissionais tais como médicos, enfermeiras, inventores e cientistas. É responsável por todas as ciências, pela materialízação, eterificação, levitação, todas as invocações e a cura em geral. Este raio representa a antiga Lei Mosaica.

6-DEVOÇÃO - Ouro/Rubi - Concede alimento espiritual e a radiação da vitalidade espiritual, da paz, tranqüilidade, cura e sacerdócio. Fornece o poder mantenedor da paz, necessário à permanência das manifestações. Rege clérigos, sacerdotes, pessoas que curam e todas as profissões onde a devoção, a piedade, a compaixão, o perdão e o sacerdócio são necessários. Foi o raio predominante no tempo de Jesus.

7- LIBERDADE, CERIMÔNIA –Violeta- Representa a invocação consciente, através da qual a energia é transformada. Também a purificação das formas existentes e a redenção de suas energias. Como tal, facilita a transmutação e a sublimação. Age através do ritmo (invocação, sentenças e cantos rítmicos), utilizando o som ou a palavra falada. Rege homens e mulheres de todas as áreas que se utilizam da diplomacia, do refinamento e do serviço ordenado.

USO DOS SETE RAIOS NA PURIFICAÇÃO, TRANSMUTAÇÃO E MANIFESTAÇÃO

PRIMEIRO RAIO – Azul - Invoca Poder, Vontade, Abundância, Opulência. É usado para quebrar, partir, fragmentar a substância em diferentes densidades. É visualizado como um poder tremendo, semelhante à espada, visto como chama azul, como flecha de luz, como eletricidade. Pode também ser usado como um forte revestimento protetor sobre pessoas, locais ou coisas o até partes do corpo (particularmente ao redor do chakra da garganta, seu local de residência no corpo físico). Sua força é mais iminente no nível do Corpo Causal (6a.Dimensão).

SEGUNDO RAIO – Amarelo- Pertence ao Sol (ou aspecto Filho na Trindade). Colore o Cristo que, no corpo físico, encontra-se retratado no nível do coração. Fornece o equilíbrio entre o primeiro e o terceiro raios, entre o poder e o amor. Este raio refina a mente e purifica a consciência. É a cor da paz e a invocação desta cor suaviza a atividade humana, particularmente o sistema nervoso. Pode ser visualizado como dourado-pálido ou como amarelo ouro brilhante, servindo o último para acelerar a atividade vibratória do cérebro no acesso a dimensões superiores. É visto como luz líquida dourada, como luz do Sol, como óleo dourado (sobre o sistema nervoso) ou como um selo dourado (quando sobre o plexo solar). É a cor do Mestre Jesus e do Senhor Gautama e dos seus serviços a este planeta.

TERCEIRO RAIO – Rosa- Significa Amor e a atividade do Espírito Santo. Este raio fornece a substância fundamental de toda atividade, pois o amor é suficiente em si mesmo e sua natureza é coesiva. Desta força emanam as outras quatro, para qualificar a atividade da força do Amor. O rosa em seus vários matizes,desde o pálido até o magenta, é empregado para penetrar onde a força absoluta poderia abalar o indivíduo. Fragmenta padrões que obstruem o interior ou eu amor. É melhor utilizado ao redor de pessoas zangadas ou cheias de ódio, para induzir a atividade do eu superior, que é Amor.

QUARTO RAIO – Branco -Este raio é, na verdade, transparente. Pode ser visualizado como fluido, a cor da água, ou prateado, como o cordão de prata que liga o veículo etérico ao físico. É a cor da Chama de Ascensão, que processa o que circunda o corpo físico, durante a transição da transmutação. Ao mesmo tempo em que mantêm o padrão divino no corpo, também o libera. É a cor da pureza e é vista ao redor das aparições angélicas. Um de seus maravilhosos usos é como uma torrente através do cérebro, ligando nosso pensamento ao eu superior, visualizado à frente e levemente acima. Sua sede encontra-se na base da coluna no corpo humano.

QUINTO RAIO - Verde - É o raio que governa a cura e os esforços científicos, Como chama, é usado em atividades transmutadoras e no desenvolvimento da visão interior. Sua sede encontra-se ao nível do terceiro olho . Rege o Corpo Mental Inferior e, como tal, pode ser direcionado para dentro da substância que bloqueia a manifestação do plano divino.

SEXTO RAIO - Rubi/Ouro - Este raio promove, no indivíduo, a Devoção e Amor Impessoal. Como um laser, é usado para penetrar e fragmentar formas-pensamento. É especialmente eficaz na abertura do mundo inferior, onde existem muitas formas demoníacas e satânicas, trazendo à tona as substâncias necessárias à transmutação. É um raio muito intenso, particularmente quando afeta o corpo emocional e está sediado no plexo solar . Seu uso foi predominante nos tempos bíblicos e durante o tempo da vida de Jesus, Como forma de proteção, veda os aspectos negativos do mundo inferior até que alguém possa lidar com eles. É visto como óleo rubi em ebulição (abre o subconsciente), como raio rubi trovejante (impele, abre e explode a substância que é difícil de se mover) e como cilindro rubi (que protege das projeções e influências negativas). Seu uso tem sido amplamente desenfatizado e transferido para o terceiro raio que é um raio primário.

SÉTIMO RAIO - Violeta - Este é o raio mais ativo deste tempo e promove a Alquimia Divina. É o raio que governa todo o cerimonial mágico, como na tradição druídica (vestígio da herança atlante). Provoca a Liberdade e um sentimento de Bondade, Purificação e Redenção , a transmutação consciente ou requalificação da substância. É a cor do domínio sobre o plano físico, visualizada como chamas violetas, que constituem a Graça da Cristandade. Seu domínio está no etérico (4o. corpo), agindo através do umbigo ou plexo solar e afetando todos os níveis da materialidade. Facilitando a colaboração com o Eu Superior e a aliança nesse sentido.

A DIVINA ESCADA

Cada mortal que sobre a Terra surgir
Receberá de Deus uma escada para subir;
E esta escada cada um há de galgar
Degrau por degrau. Desde o mais baixo lugar
Vai percorrê-la, passo a passo: desde o início
Ao Centro do Espaço, ao seu próprio Princípio.

Numa era passada, mas que hoje perdura,
Escolhi e moldei minha escada; tu escolheste a tua.
Quer seja de Luz ou seja obscura,
Por nós mesmos foi ela escolhida:
Uma escada de ódio ou uma de Amor,
Seja ela oscilante ou firmada com vigor.

Quer feita em palha ou formada em ouro rei,
Cada uma obedece a uma justa Lei.
E a deixaremos, quando o tempo esgotado;
Dela toma-se posse ao ser de novo convocado.
Por vigias, em frente a um portão cintilante,
Ela é guardada para cada alma passante.

Mesmo sendo a minha estreita e a tua alargada,
Sozinho chego a Deus por minha própria escada.
A de ninguém posso pedir, nem a minha emprestar;
Com o esforço em subir na sua, cada um tem de arcar.
Se, em cada degrau que escalares,
Só barreiras e tormentas encontrares;

Se pisares sobre ferro carcomido e madeira bichada,
A ti cabe transformar tudo isto para, seguro, galgares tua escada.
Reforçá-la e tê-la sempre reconstruída
E a tua tarefa árdua, mesmo que longa seja tua vida.
Chegando ao fim da Escada, já terás cruzado a ponte
Que te dará todos os tesouros da Terra, e do Espírito Divino, a fonte.

Tudo o que de outra forma se possa obter
Será ilusão apenas. Não pode permanecer.
Em revoltas inúteis não faremos o tempo fugir.
Subir, cair, reconstruir; cair, subir,reconstruir,
Cumpramos isto, até que nossa carreira humana nos leve a toda a Verdade,
Até que juntos, homens e Deus, sejamos uma só Divindade.

IRMANDADE DOS SETE RAIOS

IRMANDADE DOS SETE RAIOS
Resumo- 1ª. parte

1- FRATERNIDADE BRANCA- a responsabilidade dos mestres em zelar pelos arquivos secretos e por todo o conhecimento adquirido pela humanidade. São mestres encarnados e mestres desencarnados.
2- ESCOLA DA ANTIGA E ARCANA SABEDORIA – somos o produto de quatro grandes raças antigas, ( ao todo eram 21 raças), das quais 17 evoluíram e ascenderam para a quarta e quinta dimensão.
Esses ensinamentos secretos foram preservados e transmitidos através das antigas escolas de mistérios, ou Shangrillás.
3- MESTRE MERÚ- responsável por arquivar esses conhecimentos, e de forma especial gravando-os nos diversos cristais da face da terra. Era mestre da fraternidade branca, e edifica um templo no lago sagrado Titicaca, na Bolívia. Foi guardião dos pergaminhos sagrados. (Aramu-Meru).
4- CALENDÁRIO ASTECA- registra fatos ocorridos no início da colonização, e vai até o ano de 2026
Supõem-se que antigos sacerdotes mantinham contacto com os sobreviventes das outras 17 civilizações transoceânicas e intraterrenas, que evoluíram para outras dimensões.
5- LEMÚRIA- o início de tudo, dá origem à raça atual., constituía uma parte do conhecido continente de MÚ, cujos remanescentes são as ilhas do Pacífico Sul ( a ilha de Páscoa).
6- PLATÃO já nos relatava sobre possíveis cataclismos ocorridos talvez mais ou menos a 10 / 12 mil anos a. C. –( Poseidon).
7- AÇORES, e ilha do PICO, como remanescentes da Atlantida.
8- TIHUANACO, como antigo porto marítimo dos lemurianos.
9- LAGO TITICACA, uma fossa abissal antiga, onde o Mestre Meru, estabelece o seu templo etérico e físico, e o surgimento da Irmandade dos Sete Raios.
OBJETIVO- evoluir e aumentar o diapasão mental do ser humano. Acelerar o processo e criar escolas pólos como focos do conhecimento secreto.
10-CIVILIZAÇÃO NODIANA- era uma raça de arquitectos que viveu na terra antes da construção das pirâmides, conviveram com os lemurianos e que depois partiram.
11-TEMPLOS EGÍPCIOS
12-KALI YUGA- o mau uso das energias mentais, desencadearam tormentas telúricas, cataclismos, e a ira dos elementais que são os guardiães das espécies florais.
13-ERA DE PEIXES – era do amor – Jesus de Nazareno, mestre do 6o raio e responsável pela era de peixes.
14-ERA DE AQUÁRIO-
Maio de 1954 – início da nova era de aquário, era de liberdade – 2000 anos de duração – Saint Germain, mestre do 7o raio e da nova era. Conquista do “eu sou”, do eu imortal, a presença manifesta do poder divino.
15-CINTURÕES de fótons que estão sendo direccionados para a terra, desde 1953 – 13o raio
16-CIDADES SAGRADAS- ADONA- concentração absoluta de conhecimento esotérico.
17-RAIOS PRIMORDIAIS- a identificação de cada ser humano com cada um deles, os tipos psicológicos de cada raio.
18-CARACTERÍSTICAS , MESTRES , ARCANJOS e ELOHINS de cada raio:-
a-AZUL – EL MORYA E MÍRIAM – MIGUEL E FÉ – HÉRCULES E AMAZON
“VONTADE DE DEUS”
b-DOURADO - LANTO E KWAN YIN – JOFIEL E CONSTÂNCIA – CASSIOPÉIA E MINERVA
“ SABEDORIA “
c-ROSA – ROWENA E PAULO VERONESY - SAMUEL E CARIDADE – ORIÓN E ANGÉLICA
“ ADORAÇÃO”
d-BRANCO - SERÁPIS BEY E LIS - GABRIEL E ESPERANÇA – CLARIDADE E ASTRÉIA
e-VERDE - HILARIÓN E MATILDE - RAFAEL E MÃE MARIA - CÍCLOPE E VISTA
“DEDICAÇÃO/VERDADE/JUSTIÇA”
f-RUBI-DOURADO - NADA E TUDO - URIEL E GRAÇA - PAZ E PACÍFICA
“ CONTEMPLAÇÃO/PAZ/DESAPEGO”
g-VIOLETA - SAINT GERMAIN E PORFIA - EZEQUIEL E SANTA AMETISTA- ARCTUROS E RÍTMICA
“LIBERTAÇÃO/TRANSMUTAÇÃO”
19-SANTÍSSIMA TRINDADE –
“PAI” – o senhor do mundo – acção e criação
“FILHO” – o senhor da Compaixão- Buda/Cristo – manter a chama acesa em cada coração
“ESPÍRITO SANTO”- o instrutor do mundo – o grande arquitecto que orienta as religiões e o uso correcto da energia.
20-MAHA CHOAN E CHOANS – instrutores do mundo (grande director e director, responsável pela irmandade dos sete raios.
Sanat Kumara – até 1956 - Gautama Buda, considerado o “Cristo Cósmico” de 1956 até.......
21-OBJETIVOS DO SENHOR DO MUNDO –
a) -chefiar a hierarquia espiritual
b- redireccionar as energias recebidas do cérebro divino, para os instrutores e senhores do Karma
c-irradiar e manter o amor divino na alma do homem
d-transmitir os ensinamentos essenciais e amparar a alma humana.
Sanat Kumara, regressou à Vénus em 1956
22-GAUTAMA BUDA, assume como o novo Senhor do Mundo .
OBJETIVO- o desenvolvimento da consciência humana para penetrar uma nova dimensão, a Búdica/Crística, a consciência iluminada - ( 14.000 anos de duração no novo processo).
Buda/Cristo, englobam sete personalidades.
23-ANO DE 1956 – importância:-
a- estabelecer retiros externos na terra
b-revelação de mistérios antigos
c-elevação das vibrações nos retiros interiores para poder entrar em ressonância com a hierarquia.
24-SETE RAIOS E SETE TEMPLOS DE INICIAÇÃO OU PURIFICAÇÃO:-
a- AZUL – dissolver os defeitos do carácter e desenvolver a submissão voluntária
b-DOURADO – aprendizado da lei de causa e efeito e desenvolver o potencial do bem
c-ROSA- aprendizado do convívio e da harmonização dos contrários.Desenvolver a misericórdia e a bondade
d-BRANCO- desenvolver a pureza de coração, a doação e a neutralidade. O aprendizado do libertar-se das vaidades
e-VERDE – desenvolver a adoração e a entrega absoluta para podermos penetrar o Sanctum Sanctorum
f-RUBI-DOURADO – desenvolver a humildade, o serviço e a compaixão
g- VIOLETA – desenvolver a aceitação, para tornarmo-nos mestres de nós mesmos e da própria vida, enfim alcançar a Maestria.
A TERRA- a verdadeira história do planeta que foi preparado para uma importante experiência, e que quando tudo estava preparado foi implantado nesse sistema, por desejo do Grande Arquiteto do Universo, com a ajuda de seres criadores e criativos, conhecidos por
Laponadeks e Voradeks. Foi retirada do Sol de Sírius e transportada para a periferia da constelação de Órion. Fomos colonizados por seres extraplanetários que geneticamente desenvolveram essa raça de homens-deuses, para evoluírem e se transformarem em Deuses-homem.
25-CRIAÇÃO DO SOL ARTIFICIAL- uma astronave que mudava de posição conforme a necessidade. Podemos relacioná-la com a Porta do Sol e o disco solar dos Aztecas e peruanos.
26-AJUSTE DE ÓRBITA E PÓLO MAGNÉTICO- mesmo assim houveram colisões. Conta a história que um planeta- Maldek, explodiu entre Marte e Júpiter – asteróides.
De Maldek, veio Melquisedeque.
27-UNIVERSO TETA – 9a dimensão ( 8o universo do pensamento puro) onde reina a luz, a energia pura e para onde se foram os ELS quando conseguiram libertar-se da fisicalidade. Porém alguns permanecem.
Esse universo está representado por um raio permanente que penetra no sistema através de dois portais, que são:-
a) o portal do Himalaia, de pulsão masculina - ciclope elohim Himalaia
b) o portal do lago Titicaca ou Blue Lagum, de pulsão feminina – ciclope e mestre Mera.
Aos poucos somos libertados de Malkut em direcção à Yesod
28-ZONA ESTELAR DE NEBADON- URANTIA – onde estão registrados os arquivos secretos com a nossa história, ou seja a história do planeta CHAN e de seus habitantes. Algumas pessoas conseguem penetrar nessa dimensão e fazer a leitura desses registros acásicos.
29- MESTRE MERU E ELOHINS, estão encarregados de redireccionar o planeta nesta nova era, em direcção à 4a dimensão.
30-ORGANIGRAMA- a herança da humanidade e a possibilidade de evolução
31-2026- herança kármica –
a-subordinação do planeta à lei de causa e efeito – cataclismos – aquecimento da calota polar, guerras, terremotos e maremotos, invasão de formas- pensamentos...
b-mudança de inclinação do eixo terrestre e passagem do astro intruso.
32-ESOTERISMO- todos empenhados e irmanados para que o resgate seja o menos doloroso possível
a-A Royal Teton– Monte Shasta
b-A Irmandade do Manto Dourado
c-Os Rosae-Crucis- Amorc
d-A Irmandade dos Sete Raios
33-ORDENS MAIS ANTIGAS:-
a-ordem Ametistina – ( criada pelos essênios) – Saint- Germain e Nada
b-ordem Melquisedeque
c-ordem Rosae-Crucis- Amorc
d-ordem da Mão- Vermelha –( guardiã dos segredos da humanidade)
e-ordem do Monte Carmelo
f-ordem do Santo Graal
34-O ELDORADO AMAZÔNICO- a LENDA DE PAI-TITI- a herança do Pai para o Filho, ainda aguardam a redescoberta desse Eldorado
35-GRUPO EXPEDICIONÁRIO DE ABADIA- 1957 direcionados pelos Mão- Vermelha, marcharam para Marcahuasi, nos Andes, e encontraram a mitológica floresta sagrada, já conhecida dos Hoancos, que foram vencidos pelos incas, cujo rei Hatualpa reencarnaria em determinadas épocas e por isto foi morto por Pizarro.
36-EDIFICAÇÃO DE SHAMBALLA, por Sanat Kumara e seus 30 seres espiritualmente elevados – 1000 anos
OBJETIVO- ativar a luz espiritual dentro de cada ser, a Chama Trina. Foi auxiliado pelos Brahma-Kumaris.
Sanat Kumara, penetra a chama trina, unindo-a num único foco de luz no coração do planeta. No homem, ela permanece acesa no frontal e no cardíaco.
Sanat Kumara- o senhor do amor, o “Ancião dos Dias”.
37-A HISTÓRIA CÍCLICA- a repetição-
-o Cristo e o Anti-Cristo
-a besta do apocalipse- as forças opostas
-os cataclismos
-a ordem do dragão vermelho
-a proliferação das igrejas
-Jeová- o Deus vingativo
-o governo sinárquico
-o apocalipse

É preciso transcender, eliminar crenças e preconceitos.
É preciso orar, tomar consciência do processo evolutivo, e agir.


OS RAIOS

1-Violeta-azulado. - Dirige-se para a garganta, onde parece separar-se, de modo que o azul-pálido passa pelo chakra laríngeo e o aviva, enquanto que o violeta e o azul-escuro prosseguem para o cérebro, em cujas partes inferior e central fica o azul-escuro, seguindo o violeta até a parte superior para vigorizar o chakra coronário e difundir-se pelos novecentos e sessenta raios desse chakra.

. 2- Raio amarelo. - Dirige-se para o coração e, depois de efectuada ali a sua obra, uma porção passa para o cérebro e o satura, difundindo-se pelos doze raios do centro do chakra coronário.

3.Raio verde. - Este raio inunda o abdômen, e conquanto se centralize principalmente no plexo solar, vivifica o fígado, os rins, os intestinos e todo o aparelho digestivo em geral.

4.Raio rosa. - Este raio circula por todo o corpo ao longo dos nervos e é evidentemente a vitalidade do sistema nervoso; um indivíduo pode infundí-la a outro que a tenha deficiente. Se os nervos não recebessem esta vitalidade rosada, seriam impressionáveis até à irritação, e assim é que quando não a recebe suficientemente, o enfermo não pode permanecer muito tempo na mesma posição e não sente alivio ainda que tome outra. O mais leve ruído o atormenta e ele se acha num. continuo sofrimento. Mas se uma pessoa sã banha-lhe os nervos com vitalidade rosada, logo se alivia e experimenta uma salutar sensação de sossego e paz.
Um indivíduo de boa saúde absorve e adapta muito mais vitalidade rosada do que a necessária ao seu corpo; por isso está continuamente irradiando uma torrente de tomos rosados, de modo que inconscientemente infunde vigor nas pessoas fracas mais próximas, sem que isso diminua sua vitalidade. E também por um esforço de sua vontade pode acumular a energia restante e infundí-la deliberadamente em quem deseje auxiliar.
O corpo possui certa consciência peculiar, instintiva e cega, a que costuma-mos chamar o elemental físico, correspondente no mundo físico ao elemental do desejo no mundo astral. Essa consciência instintiva ou elemental física procura sempre resguardar o corpo de todo perigo ou lhe proporcionar o de que necessita. É completamente distinta da consciência do homem e funciona igualmente quando o ego se aparta do seu corpo físico. A este elemental físico ou consciência instintiva deve-se atribuir todos os nossos movimentos e atitudes instintivos como também o incessante funcionamento do sistema simpático, sem que de tal nos apercebamos nem pensemos.
Enquanto nos acharmos no estado de vigília, o elemental físico está em constante vigilância, em atitude de defesa, e mantém em tensão músculos e nervos. Durante o sono relaxa-os e dedica-se à assimilação da vitalidade para restaurar as forças do corpo físico, e com maior eficácia cumpre esta função durante a primeira metade da noite, quando há plenitude de vitalidade, porque de madrugada já está quase toda consumida a vitalidade que o sol emitiu durante o dia. Tal e o motivo da sensação de moleza que nos acomete de madrugada, e também a acusa de muitos enfermos morrerem nessas horas. Por isso diz acertadamente a sabedoria popular que uma hora de sono antes de meia-noite equivale a duas depois dessa hora.
A ação do elemental físico explica a influência restauradora do sono, que se pode observar ainda após ligeiro cochilo.

A vitalidade é o alimento do duplo etérico, e este a necessita tão imperiosamente. como o corpo denso necessita do sustento material. Disso resulta que quando, por enfermidade, fadiga ou decrepitude, o chakra esplênico é incapaz de preparar o alimento para as células do corpo, o elemental fisico procura extrair para seu próprio uso a vitalidade preparada em corpos alheios. E assim ocorre quando nos sentimos débeis e como que esgotados depois de havermos estado durante certo tempo junto de uma pessoa com f alta de vitalidade, porque essa pessoa nos tomou os átomos rosados antes que pudéssemos assimilar sua energia.
O reino vegetal também absorve esta vitalidade, ainda que em muitos casos parece que só utiliza uma pequena parte. Algumas árvores extraem da vitalidade quase exactamente os mesmos constituintes que extrai a parte superior dó duplo etérico do homem, e uma vez absorvidos os necessários, expelem precisamente os átomos rosados de que necessitam as células do corpo físico do homem.
Isso ocorre com árvores como pinho e o eucalipto, razão pela qual sua vizinhança infunde saúde e vigor nos neuróticos necessitados de vitalidade. São neuróticos porque as células do seu corpo estão famintas e a nervosidade só pode apaziguar-se alimentando-as, o que sói conseguir-se mais facilmente proporcionando-lhes do exterior a vitalidade rosada de que necessitam para se restabelecerem.

5. Raio laranja-avermelhado. - Penetra pelo chakra fundamental, donde vai para órgãos genitais, Com os quais está intimamente relacionada uma parte do seu funcionamento. Este raio não só contém as cores alaranjada e vermelha, mas também algo de purpúreo intenso, como se o espectro solar desse a volta em círculo e as cores começassem de novo em mais baixa escala.
No indivíduo normal este raio aviva os desejos carnais, e parece que também penetra no sangue e ajuda a manter o calor do corpo. Mas se o indivíduo persevera em repelir os incentivos de sua natureza inferior, este raio pode, mediante longos e deliberados esforços, desviar-se para o cérebro, onde suas três cores constituintes experimentam notável modificação, porque o alaranjado se transmuta em amarelo puro e intensifica as faculdades intelectuais; o vermelho-escuro se converte em vermelho-vivo ou carmesim, que aumenta poderosamente o amor não-egoista, e o purpúreo intenso se transforma num belo violeta-pálido que aviva a parte espiritual da natureza humana. Quem alcança esta transmutação, já não se vê atormentado por desejos sensuais, e quando necessitar levantar as camadas superiores do fogo serpentino, se verá livre do mais grave perigo deste processo. Quando o indivíduo completou definitivamente tal transmutação, o raio laranja-avermelhado penetra directamente pelo centro do chakra fundamental e flui pelos agulheiros das vértebras, ou conduto medular, até que sem obstáculos chega ao cérebro.
Parece que, há certa correspondência entre as cores dos raios ou correntes de vitalidade que penetram pelos diversos chakras, e as cores atribuídas por Blavatsky aos princípios do homem na Doutrina Secreta.






VERA OCCHIUCCI

sábado, 26 de janeiro de 2008

MAGIA E FENÓMENO DO TRANSE

O transe pode ser o meio pelo qual podemos nos libertar de todas as “camisas de força”, ou seja, condicionamentos culturais, educacionais, sociais, religiosos, morais, psicológicos, que nos impedem de se libertar, de realizar todo o nosso potencial e de alcançar a plenitude do nosso ser.
O transe pode ser a via real para experimentar a vida da nossa alma e o desejo que a anima. É uma experiência subjectiva que tem origem no lugar mais íntimo do nosso ser. É uma experiência que não obedece aos critérios da objectividade científica, não faz parte das ciências da natureza, é uma ciência do homem e da sua dimensão psicoafectiva.
No transe, você se identifica com o aparecimento do seu desejo essencial, abandona o mundo objectivo e se deixa tomar pela corrente da vida que o atravessa. Deixa de pensar, e simplesmente entra no movimento de si mesmo, e nesse lugar íntimo, consigo mesmo, não mais raciocina, entrando em ressonância com a criatividade que fala através de você.
O transe vai dar acesso a um estado de consciência ampliada, onde comungamos com tudo aquilo que nos circunda. É o estado de unicidade. Podemos dizer que essa consciência expandida é essencialmente psicoafetiva. Aqui, a banalidade dos hábitos não mais nos afectam.
Algumas culturas utilizam o transe para entrar em contacto com o espírito da natureza. Na antiguidade o animismo era a “religião” universal dos homens primitivos, através da qual ele entrava em sintonia com a natureza. Experimentar o transe através do ritual de um povo, é conhecer esse povo em seu interior. Esse transe animista utiliza o poder evocativo do sistema límbico para recriar o cordão umbilical que nos religa com os nossos ancestrais, e com as forças da natureza que se agitam no mais profundo de nós mesmos. Através desse ritual e do transe, nós podemos nos posicionar entre o céu e a terra, tomando o nosso lugar na auto-transformação do eterno movimento do vir a ser.
Na tradição afro-brasileira, como candomblé e umbanda, e nos verdadeiros cultos animistas, o pai ou mãe de santo, o xamã ou o médium, em transe comunicam-se com as entidades ancestrais, obtendo deles informações necessárias para assegurar o bem-estar da comunidade.
Actualmente, sabemos que podemos induzir o ser nesses estados alterados de consciência, são técnicas de respiração e relaxamento físico e mental que colocam o cérebro numa vibração de ciclos por segundo, aos quais correspondem a um estado alfa, semi-desperto, ou teta, conhecido como hipnose profunda, sem falar do uso moderado de certas drogas, devidamente dosadas, como as do Santo Daime, e outras.
Nesses estados alterados de consciência, o poder da imaginação e da vontade é tão poderoso que pode se insinuar em qualquer lugar onde não haverá mais o peso dos sentidos e a lógica da razão, que é o limite do homem normal. Portanto, é necessário coragem para abordar o mundo “mágico” que exige mudança de percepção, para que a consciência cognitiva possa ser dirigida correctamente.
Segundo Agrippa, com a mudança do foco da consciência, podemos entrar em um campo onde as leis são diferentes, mas não irreais. Podemos dizer que as religiões foram como que um primeiro passo para o mundo da percepção, onde o sistema moral, dava a estrutura necessária para uma primeira organização no mundo do instinto, da emoção e do intelecto. O segundo passo seria o desenvolvimento e estudo da teologia, da cultura e das artes, para que a consciência possa ter uma visão do mundo terreno mais completa na sua complexidade aparente, o que serviria de preparação para entender os primeiros elementos do mundo perceptivo.
Portanto, o poder naturalmente mágico de alguns indivíduos pode ser conseguido sem o impulso inicial de ervas e drogas, podemos captar e aprender a usar estas técnicas que também permitem romper o esquema do cotidiano e, ao mesmo tempo, rasgar a bolha dentro da qual nós estamos localizados e assim conhecer outras realidades fenomenológicas. Essas técnicas devem ser acompanhadas por um orientador que possa ajudar o aspirante a suportar o abalo da estrutura primitiva, preestabelecida na infância. Também a personalidade deve ser fortalecida para não ser aniquilada pela fenomenologia incrível das novas percepções, onde poderá ingressar em uma forma de loucura alucinatória, quebrando a personalidade, e donde jamais poderá “retornar”.
O caminho do iniciando, o caminho no universo das percepções extra-sensoriais, é um caminho sem retorno, pois uma vez quebrada a bolha e atravessado o espelho, teremos que automática e gradativamente abandonar valores tão queridos da vida cotidiana para poder abraçar o desconhecido. Essas experiências transcendentais são totalmente pessoais, e qualquer pessoa que queira operar na magia precisa saber e conhecer as propriedades da sua alma, a sua virtude, medida, ordem e grau de potencia no próprio universo, para nele localizar-se e nele descobrir a sua função.
O milagre que o mago realiza não é uma violação das leis da natureza, mas sim a sua realização. Deve aprender sobre o mundo elementar, constituído pelos quatro elementos que compreendem todos os objectos e corpos terrestres: sobre o mundo celeste ou sideral; e sobre o mundo intelectual, que por sua vez dirige o terrestre e o sideral.
Portanto, estes são os três centros de força; magia natural ou física; magia celeste ou matemática (astrologia); magia cerimonial ou teologia (Deus, Anjos e Demónios).

domingo, 6 de janeiro de 2008

CURSOS

CURSOS
  1. CURSO DE ASTROLOGIA
  2. LEI DA ATRAÇÃO
Inscrições abertas até o dia 31 de Janeiro. Início do Curso na segunda quinzena de Fevereiro, 2 horas por semana.
Inscrições para: veraocchiucci@gmail. com ou para o telefone (18) 91079868.
IOGA
Inscrições abertas. 2 vezes por semana.
Inscrições para : veraocchiucci@gmail.com ou oara o telefone (18) 91079868

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

MISTÉRIOS CRISTÃOS

Um século e meio antes do cristianismo, o Império Romano de Augusto abraçou muitas línguas e muitas culturas. Era um mundo complicado em que as preocupações, crenças e práticas religiosas ocupavam o lugar central na vida das pessoas, das famílias e das comunidades.
A Palestina era um país de muitas nações, de muitas línguas e de muitos interesses.
Na Cidade Santa, havia muitas seitas dentro do tronco principal do Judaísmo, entre elas a que deu origem ao Cristianismo. As correntes religiosas da época eram diversas, podendo distinguir-se três amplas categorias de crença e de observância religiosa:
1- Havia a religião tradicional da família e dos deuses comunitários;
2- Havia os assim chamados “ cultos dos mistérios”, que tinham as suas raízes míticas em ritos locais de fertilidade;
3- Havia quem vivesse em busca da realização humana e da felicidade por meio do estudo e da prática da sabedoria filosófica;

As religiões que celebravam a natureza estavam espalhadas por todo o Mediterrâneo, e as mais populares eram os cultos da Grande Mãe, ou de Ísis, no Egipto, e o de Mithra na Pérsia.
No Judaísmo havia duas seitas principais que professavam ideias contrárias e alimentavam rancores recíprocos:
1. A dos fariseus: sacerdotes, escribas e leigos, que acreditavam e seguiam a Lei de Moisés. Eles colocavam a religião tradicional acima da política, sentindo que podiam viver com qualquer governo que não restringisse a liberdade religiosa. Eles aceitavam a Doutrina da Cooperação de Deus nos actos humanos, o livre arbítrio e a responsabilidade moral, e principalmente, que o Messias restauraria a dinastia divina e livraria os judeus do domínio do estrangeiro.
2. A dos saduceus: nobreza, ricos e hierarquia mais alta dos sacerdotes, não acreditavam na lei do retorno ou na ressurreição e sustentavam a crença de que havia um lugar na Terra para onde iam os mortos, sem julgamento. Negavam a existência de espíritos e anjos, e não acreditavam na Providencia ou na Orientação Divina, e nem que Deus pudesse atender ás suas preces. Defendiam o livre arbítrio.
Havia ainda os essénios, que tinham uma vida disciplinada, e demonstravam mais afeição uns pelos outros. Rejeitavam os prazeres, que consideravam perniciosos, e acreditavam que a não submissão às paixões era uma virtude. Com frequência rejeitavam o matrimónio, mas muitas vezes acolhiam os filhos dos outros enquanto estivessem em tenra idade e pudessem ser educados conforme os costumes essénios. Quando havia matrimónio, era entre duas pessoas que fossem compatíveis em todos os níveis de desenvolvimento, e a aliança era supervisionada pelos Altos Iniciados e pelos adeptos da seita essénia. Eram estudiosos de astrologia, numerologia, frenologia e do retorno dos indivíduos, as encarnações. Tratava-se de uma seita estabelecida para preparar o caminho para educar e treinar o Messias.
Os essénios eram os últimos remanescentes da Fraternidade dos Profetas, organizada por Samuel. Os essénios tinham dois centros importantes, um no Egipto perto do Lago Moeris, e outro na Palestina, perto do Mar Morto.
Os essénios dividiam-se em dois grupos:
1- Os Chefes de Família, que se casavam e moravam em casas nas vilas e cidades, como pessoas comuns, preparando-se por meio de estrita disciplina espiritual para a santidade da paternidade, com o objectivo de atrair egos evoluídos do mundo celeste, que desenvolveriam o trabalho da Ordem e de toda a humanidade.

2- O grupo mais esotérico, que compreendia os Iniciados e que faziam votos de perpétua virgindade, e se mantinham imaculados no mundo, vivendo habitualmente em comunidades monásticas isoladas, onde podiam devotar a sua vida às coisas do espírito.
Maria e José pertenciam à mais elevada ordem iniciática; daí o seu sacrifício em sair para o mundo e filiar-se ao grau menor dos Pais de Família ter sido muito maior.
Era comum que uma mulher iniciada nas muitas tradições dos mistérios fizesse um apelo a uma alma mais elevada para recebe-la no útero e, dessa forma, dar à luz um profeta, um mestre ou um ser semidivino. A alma escolhida para uma missão divina, vem do mundo divino livre e conscientemente, e para poder entrar na vida terrena, ela precisa de um veículo especial. Este é o chamado da mãe de elite, ela mesma uma iniciada, alguém que, pela capacidade moral e espiritual, pela pureza da alma e da vida, pelo elevado desenvolvimento dos seus sentidos, atrairia em seu sangue e carne a alma de um redentor ou profeta.
Jesus teria vindo de uma longa história de profetas judeus, pessoas que haviam sido dedicadas ao seu Deus pelos seus pais. As pessoas dessa linhagem com frequência eram citadas como “Emanuel”, o que significa “Deus no meio de nós”.
O espírito do Cristo Arcangélico é uma força tão grande que não poderia encarnar no útero de uma mulher ou no corpo de uma criança. Um corpo adulto seria necessário, um corpo vigoroso e treinado para conter e abrigar toda a força de um Arcanjo Solar. Uma alma altamente evoluída na qual seria estabelecida a harmonia perfeita nos níveis físico, etérico, astral, mental e espiritual. Quando se conseguisse esse preparo, então o Cristo Cósmico ou Arcangélico poderia encarnar e usar um veículo físico.
Entretanto, independentemente do grau de iniciação alcançado pela alma em outras vidas e do facto de ela ter sido um antigo mestre, a alma ainda teria de reconquistar o Eu Superior e expandi-lo por um esforço renovado. Todas as almas estão ligadas por certas leis universais e a reencarnação obscurece a consciência, exigindo que ela seja reacesa e expandida. Cada alma, cada profeta tem de ser iniciado. O Eu Superior tem de ser despertado e tornado consciente da sua força. Deve existir uma harmonização do corpo físico, etérico, e astral com o espiritual. O desenvolvimento tem que ser feito interiormente, e essa seria a tarefa daquele que conhecemos como Jesus, nos anos que antecederam ao “Baptismo”.


A RESSURREIÇÃO DOS MISTÉRIOS FEMININOS

Parte da função dos verdadeiros Mistérios Cristãos era resgatar o Feminino Divino. O equilíbrio entre o masculino e o feminino em cada pessoa. Só atingindo esse equilíbrio é que a criança divina interior pode nascer.
Nas escolas de mistério havia muitos mitos sobre as Mães Divinas do Mundo: Ísis, Tiamat, Gaia....
Intuição e Imaginação são dois princípios vitais do Feminino. Elas, por sua vez, dão luz a fertilidade, e a divindade. O Feminino simboliza a alma desperta e iluminada, o único tipo de alma no qual o divino em nós pode nascer. O aspecto Amor-Sabedoria enfatizado nos ensinamentos do Cristo Jesus é o Princípio Feminino em que se manifesta a verdadeira iluminação e em que o Reino do Céu é alcançado. O Amor é o principal aspecto do Feminino.
Há muitos símbolos e imagens referentes ao Feminino: o vaso, a noiva, a Lua, planetas, cavernas, vulcões, rios, lagos, leoas, serpentes, vacas éguas, baleias, corvos, garças, pombas, figueiras, milho, malmequeres....
Nas escrituras, há parábolas e ensinamentos em que aparecem as mesmas imagens e símbolos, demonstrando que o Cristo estava ensinando algum aspecto do Feminino.
Em alguns relatos sobre o nascimento de Jesus, a Sagrada Família está numa gruta, e não no estábulo. A parábola da noiva. A festa de bodas em Caná.
É a Sabedoria Materna que nos ajuda a recuperar a criança, e o Cristo falou muitas vezes das crianças.
Analisaremos os principais eventos da vida de Cristo Jesus como uma alegoria para as Sete Iniciações Femininas, também examinaremos o significado das principais personagens femininas nas escrituras, em particular, a mais alta iniciada da época, MARIA, a Mãe de Jesus.

OS SETE MISTÉRIOS CRÍSTICOS FEMININOS

1- A ANUNCIAÇÃO
A Anunciação a Maria, de que ela daria à luz Jesus, feita pelo Arcanjo Gabriel, manifesta a visão glorificada e a iluminação que decorrem do equilíbrio entre o masculino e o feminino.

2- A IMACULADA CONCEIÇAÕ
O poder espiritual da nova visão é impresso no corpo.

3- O NASCIMENTO SAGRADO
Manifesta o nascimento da vontade criativa, o despertar de um novo poder.

4- A APRESENTAÇÃO NO TEMPLO
O aspirante dedica a sua vida ao espiritual.

5- FUGA PARA O EGITO
O período de introspecção, que ocorre no processo de desenvolvimento de todos os aspirantes devido à influência do mundo exterior.

6- OS ENSINAMENTOS NO TEMPLO
Demonstra uma consciência ampliada por meio da fusão do coração e da mente.

7- O BATISMO
A iniciação de abrir-se à visão plena, consciente e à total compreensão do discernimento, indicada pela tentação que ocorre a seguir.

A TENTAÇÃO
O papel feminino, que Cristo Jesus ensinou e demonstrou é poderoso, mas também subtil. O feminino tem de ser buscado e manifestado em cada um de nós. As mulheres das quais temos alguma informação muitas vezes demonstram muita força e muita coragem. As primeiras testemunhas da ressurreição são Maria Madalena, Maria, a mãe de Jesus, e Joana. O aspecto intuitivo, feminino tornou-as mais sensíveis ao poder oculto do evento. Isso fica ainda mais evidente quando os apóstolos se negam a acreditar na história que elas contam. O aspecto masculino não pode ver com tanta clareza.
JOANA, casada com um alto oficial da corte de Herodes abandona o marido para seguir um novo caminho. Deixa a antiga energia masculina para afirmar a sua própria.
SALOMÉ, a mulher de Zebedeu, apresenta os seus dois filhos ao Cristo Jesus para que sejam os seus discípulos
MARIA, mãe de Marcos, abriu a sua casa em Jerusalém para o Cristo Jesus e seus discípulos. Em sua casa seria realizada a Última Ceia. É um símbolo dinâmico da energia feminina actuando através do serviço ao próximo.
MARTA e MARIA de Betânia: uma é prática e reflecte uma expressão exterior do feminino, e a outra é idealista e símbolo do interior. Ambos são necessários e, portanto eles sempre são mostrados juntos. Viajaram juntas com José de Arimatéia, ajudando-o a levar o cálice do Graal para novos países.
VERONICA, que aparece quando o Cristo Jesus está carregando a cruz para o Gólgota e enxuga o rosto dele, deixando-o impresso no pano. Simboliza a energia etérica humana que tem de se tornar mais sensível para que a energia do Cristo se expresse. Só então a verdadeira visão é recuperada.
O feminino se expressa em três aspectos: virgem, mãe, e mulher sábia.
São três as mulheres que primeiro sabem da ressurreição (Ana, Maria, Isabel), representam os três degraus do desenvolvimento profético.
As escrituras nos falam sobre três mulheres que presenciaram a morte de Jesus, e não há menção de homens celebrando a força que provém das energias femininas da vida. Isso é evidenciado também na negação de Pedro. A expressão masculina de amor não foi suficiente para suportar as pressões do mundo exterior. O amor feminino interior é suficientemente forte.
É normal nos perguntarmos porque tantas mulheres nas escrituras têm o nome Maria. No nível mais esotérico, esse facto tem grande importância, pois nos chama a atenção para o significado dos Mistérios Femininos. Este nome tem dois significados predominantes: “myrrh” (mirra) ou, se remontarmos à sua origem, “ do mar”. O elemento água, o mar, para simbolizar o Divino Feminino. Toda a vida surge no mar. O Grande Oceano do Divino dá nascimento ao universal. Das águas da vida vem o novo ser.
O facto de depararmos com o nome Maria, varias vezes deveria incitar-nos o desejo de pesquisar essa questão mais a fundo. Pode ser um nome adoptado por um iniciado, e que reflecte as energias reverenciadas e honradas por aquela pessoa.
Ainda temos, no caminho para o Gólgota, quando Jesus fala com um grupo de mulheres em prantos, depois de cair pela segunda vez, o que simboliza o reconhecimento e a tristeza pela degradação do Feminino Divino, mas também indica que é preciso extrair força do Feminino, já que o caminho completo da iniciação está se abrindo.


OS MISTÉRIOS DA MÃE ABENÇOADA

Maria, a mais alta iniciada. Tanto Maria quanto José eram padrões típicos da expressão espiritual do feminino e do masculino por meio dos mistérios menores do caminho iniciático.
Maria passou por Grandes Iniciações, a saber:
1- A iniciação pela água: trabalho com as emoções. Se nossas águas emocionais estão controladas, elas reflectem abrindo a visão espiritual, o que na vida de Maria foi indicado pela Anunciação.
2- A iniciação pelo fogo: envolve o domínio dos aspectos do desejo da alma. O fogo pode ser criativo e destrutivo. Pode inspirar ou queimar. Essa iniciação requer que se aprenda a controlar as forças interiores do nosso fogo criativo, a Kundalini, para que a mais elevada expressão de luz possa se manifestar. Isso foi representado na vida de Maria por meio da Imaculada Conceição.
3- A iniciação pelo ar: envolve controle e iluminação consciente da mente. Trata-se da Cristificação da mente pela qual se transcende tempo e espaço. Ela desperta o “poder do Verbo”. Essa iniciação foi representada na vida de Maria pelo Pentecostes.
4- A iniciação da terra: envolve o processo de transmutação dos átomos físicos de energia através da energia espiritual. É o domínio sobre tudo o que é físico. Isso foi simbolizado na vida de Maria, pela Assunção.
Esse aspecto de Maria, como a Grande Iniciada, se configura por todo o “caminho da cruz”. Ela era a única capaz de caminhar ao lado de Jesus por todo o trajecto do Gólgota. Era a única capaz de trilhar esse caminho no seu nível mais elevado e verdadeiro.
Ainda temos a sua comunicação com a hierarquia angélica durante a sua vida.
Cristo move-se de um Logos Solar externo para um Logos Planetário interior. Maria move-se de um protótipo Feminino interior para a presente energia Divina exterior. Com o nascimento dos Mistérios de Cristo, começa o processo de troca de polaridade na expressão da energia.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

MITOLOGIA PESSOAL - 2ª PARTE

O QUE É UM MITO PESSOAL

Você é capaz de reconhecer um mito pessoal? Poderia vê-lo em imagens?
Ele pode surgir como pensamentos que lhe dizem o que fazer?
Será que o seu coração dispara, se esse mito for desafiado?
Já percebeu como esse mito evolui como uma história, e você é o protagonista dessa história?
Sabemos que a criança tem uma variedade de impulsos, experiências, aptidões, incertezas, ideias, necessidades, temores e anseios. Também sabemos que a criança depende de modelos que existem no mundo exterior para ajudá-la a organizar o seu interior altamente saturado e orientá-lo. Os heróis culturais que a emocionam constituem poderosas influências na organização de sua vida de modo que isto tudo contribui para que consciente ou inconscientemente modele o comportamento dela. Uma vez incorporada essa imagem, a criança passa a ser controlada por ela, por exemplo, nos filmes de cowboy, a imagem do valentão, individualista, durão, personificado antigamente por John Wayne, ou actualmente por Rambo.
O que torna algumas imagens mais atraentes aos olhos da criança, em detrimento de outras, são que algumas dessas figuras são idolatradas pelos colegas e veneradas pela “máquina de fazer mitos” da nossa cultura e que exercem um poderoso apelo. Em termos pessoais, talvez a criança já tenha interiorizado a mensagem cultural, de que os homens devem parecer corajosos e fortes, principalmente se tem um pai omisso. Uma criança mais sensível ver-se-á às voltas com escolhas difíceis.
Os mitos evoluem com o tempo e experimentamos graves crises ao ver-nos forçados a harmonizar a disparidade entre “a forma” como achamos que devemos agir, com quem realmente somos.
Contudo, a imaginação fértil, as crenças complexas, os sentimentos apaixonados e as motivações poderosas vinculam-se a essa estrutura e completam o seu carácter.
Um mito pessoal é uma constelação de crenças, sentimentos e imagens organizadas em torno de um tema central, dentro de um dos domínios onde a mitologia tradicionalmente actua. Aí inclui-se, a ânsia de compreender o mundo natural, de maneira significativa, a busca de um caminho diferente ao longo de sucessivas épocas da vida humana, a necessidade de segurança e de relacionamentos satisfatórios dentro de uma comunidade, e a ânsia de conhecer o próprio papel, dentro da vasta maravilha e mistério do cosmos.
A mitologia pessoal pode ser considerada um sistema de mitos pessoais complementares e contraditórios que organiza o nosso sentido de realidade e orienta os nossos actos.
Os mitos pessoais também respondem às recompensas e punições que recebemos por comportamento ou aparência.
Imagens oriundas das profundezas do ser podem reflectir-se na mitologia.
Em geral, os mitos pessoais são conflituantes. Esse conflito latente pode tornar-se evidente quando as nossas crenças não mais se coadunam com o nosso comportamento.
O grande poder sugestivo das observações carregadas de emoção de um pai ou de uma mãe deixa imagens indeléveis, tais como, você é uma incompetente...
Os mitos pessoais com os quais nos identificamos conscientemente não são as únicas influências em jogo. Os mitos pessoais guardam íntima relação com sentimentos profundos, e se estivermos tão envolvidos emocionalmente com eles, talvez seja até mesmo difícil considerar explicações e possibilidades baseadas em premissas diferentes.
Em suma, os nossos mitos pessoais se relacionam com o nosso passado, com o nosso presente e com o nosso futuro, bem como com a nossa identidade e propósito de vida. Actuam de maneira típica, além da percepção, mas exercem poderoso efeito sobre os sentimentos, pensamentos e atitudes. Se a ”decepção amorosa” é um motivo dominante na nossa mitologia, seleccionaremos parceiros e faremos escolhas que nos levarão por este caminho. São mitos que inibem o nosso desenvolvimento.
Eles são influenciados pelas experiências acumuladas, pela orientação que a sociedade fornece e pelas visões da mente inconsciente.
Resumindo, os mitos pessoais reflectem os mitos da nossa cultura, apesar de serem relativamente independentes em relação a eles. No âmago de um mito pessoal encontra-se um motivo que dá forma às nossas percepções, orienta o nosso desenvolvimento, e determina o nosso papel na sociedade, ajudando-nos a encontrar significado e conexão espiritual.
A mitologia abastece as nossas emoções e talha as nossas crenças. E com essa compreensão, dos princípios através dos quais a nossa mitologia pessoal funciona, teremos condições de participar conscientemente do desenvolvimento dela.


COMO MUDAR A MITOLOGIA PESSOAL

A mitologia pessoal é constantemente desafiada a incorporar informações que contradizem as próprias premissas, a adaptar-se a novas circunstâncias e a desenvolver-se à medida que amadurecemos e acumulamos novos conhecimentos.
Existem diversas maneiras de participar conscientemente da própria evolução e de cultivá-la.
Contudo, há pessoas que passam toda uma vida tentando vivê-la segundo imagens culturais que nunca se adaptam a elas.
“Sempre que um cavaleiro do Graal tentava seguir o caminho do outro, ele se perdia”. Onde existe um caminho ou trilha, existem as pegadas de outrem. Cada um de nós tem de encontrar o próprio caminho, ninguém pode nos fornecer uma mitologia.
Desenvolvendo uma consciência mais profunda das próprias intuições, sentimentos e imagens interiores, adquirimos uma visão mais completa da nossa mitologia interior.
Penetrando de maneira imaginativa e sistemática nas profundezas do nosso ser, abrimos portas para uma visão mais profunda das preocupações diárias, ampliando os horizontes do autoconhecimento e alcançando um poder capaz de nos transformarmos.
A consciência da escolha aumenta muito quando reconhecemos que os padrões indesejáveis da nossa vida são mantidos por mitos não questionados. Se desafiar o mito e se abrir para uma intimidade maior, talvez se surpreenda com as inúmeras oportunidades de intimidade que surgirão pelo caminho.
Como saber quando um mito exige mudança?
Muitas vezes o exemplo de vida dos pais forma uma barreira que encobre a mitologia pessoal ou que se refere ao sucesso ou à realização; quebrar essa barreira constitui importante etapa do amadurecimento. Se conseguirmos reconhecer a dimensão mítica dos padrões que desejamos alterar, conseguiremos trabalhar de maneira mais eficiente com as nossas camadas mais profundas.
A liberdade está no reconhecimento desses temas latentes. Em vez de vivê-los automaticamente, desenvolvemos habilidades para reflectir a respeito deles e encontrar novas opções.
Esses padrões são conhecidos por “complexos”.
1- Complexo de Édipo (complexo de inferioridade, complexo de poder);
2- Complexo de Ícaro (expectativas muito altas onde sobrevêm com a queda, medo e apatia);
3- Complexo de Jonas (medo de realizar o próprio potencial integral).
O gradual aprimoramento da mitologia interior surge a partir do conflito inevitável que irá ocorrer entre as estruturas míticas existentes e as novas experiências. Quando as nossas experiências e mitos não encontram correspondência, duas são as possibilidades básicas de lidar com essa contradição; alterar a nossa percepção dessa experiência ou modificar o mito. Assimilação ou acomodação.
A mitologia também evolui com as nossas crises. Por vezes, mitos estabelecidos são tão fundamentais para a nossa identidade que renunciar a eles, apesar da sua “ disfuncionalidade”, implica um sofrimento que podemos caracterizar como, “pequenas mortes” que enfrentamos ao longo da vida.
Nas antigas escolas de mistérios exigia-se do indivíduo a morte para uma história, a fim de que houvesse renascimento para outra, mais abrangente. Diz-se que o desenvolvimento da alma começa com a ferida da psique causada por uma história mais abrangente. Como a nossa vida é organizada em torno da velha história, a ferida da psique provocada pela história mais abrangente constitui uma crise de amplas proporções. A história mais abrangente tem objectivos mais elevados e pode lançar por terra valores acalentados na antiga história. Ela exige um envolvimento mais integral, inimaginável na antiga história, e engloba áreas da psique que a antiga história temerosamente confiava às sombras.
A história mais abrangente é imensa, além da compreensão, daí a crise que se abate sobre o antigo mito, que não tem necessariamente que deixar uma nova imagem mítica em seu lugar.
“Quando os mitos não servem mais aos transes internos daqueles que os exigem, a transição para mitos recém-criados pode assumir o aspecto de uma viagem caótica ao interior, serão substituídas as certezas externas pela angústia da viagem interior”.
A ferida torna-se sagrada quando nos dispomos a nos libertar das antigas histórias e tornar-nos veículos através dos quais a nova história com o tempo possa emergir. A ferida abre as portas da nossa sensibilidade para uma realidade mais ampla, bloqueada do nosso ponto de vista condicionado e costumeiro. Se não conseguimos abrir-nos a essa realidade mais ampla, repetimos continuamente a velha história.
O mito antigo e o emergente envolvem-se caracteristicamente num embate nas profundezas do seu ser, uma luta entre o moribundo e aquele que se encontra em gestação pelo domínio das suas percepções, valores e motivações.
O ideal será uma síntese entre o mito antigo e o mito emergente.
Dificuldade de tomar decisões, medos e ansiedades desconhecidos, contradições, sonhos intrigantes, perplexidade insistente, ambivalência e até mesmo sintomas físicos tendem a indicar o conflito mítico. É exactamente nas áreas da sua vida em que você encontra maiores dificuldades ou insatisfação que o trabalho com a mitologia pessoal exercerá um maior impacto.

IDENTIFICAÇÃO COM OS PROGENITORES

Fique de pé numa sala ampla, de forma a poder movimentar-se em qualquer direcção.
Encontre uma posição confortável e feche os olhos.
Dê um passo para trás e imagine-se entrando no corpo e no ser do seu pai, se você for homem, ou da sua mãe, se você for mulher.
Permaneça alguns instantes assim, a fim de sentir como seria estar naquele corpo e naquela personalidade.
Quem você é? O que está vestindo? Quem está com você? Recorde-se de uma frase importante.
Dê outro passo para trás e entre no corpo e no ser dos seus avós do mesmo sexo.
Como eles fariam o relato de situações vividas por eles?
Quais seriam as suas maiores preocupações?
Quais seriam as principais fontes de satisfação?
Como compreende a sua posição na sociedade, as suas limitações, os privilégios, as responsabilidades.
Se uma autoridade não humana explica o destino humano, qual é a natureza deste?
Agora, dê mais um passo atrás e assuma uma postura que imagina ser típica desse ancestral. Dramatize essa postura. Você estará reflectindo a respeito das percepções do eu, do ambiente e dos propósitos dessa pessoa.
Agora, dê um passo à frente e volte a ser você. Encontre uma postura que represente a declaração que a sua própria vida está fazendo neste momento.
Ouça esta declaração como uma frase ou expressão real. Pode dizer em voz alta.
Repita essa afirmação.
Experimente um movimento. Exagere esse movimento.
Repouse e reflicta.

Ao identificar-se com esses progenitores, talvez tenha começado a sentir como eles se viam, como compreendiam as situações, o que valorizavam, em quem e no que confiavam.
Essas questões são fundamentais e presentes no âmago da sua mitologia.
Você consegue ver esses padrões a serem transmitidos geração após geração?
Será que você também transmite ou transmitiria esses padrões para os seus filhos?




(Baseado na obra de – David Feinstein e Stanley Krippner)